quarta-feira, 8 de julho de 2015

Classificar Para Otimizar!


No Brasil se vende cigarro e bebida para crianças: isto é um fato!...E a maioria dos adultos consegue entender como isso é equivocado. Do mesmo modo como cigarro e bebida são vendidos indiscriminadamente, há muitas produções na web sem classificação. E elas vão de quadrinhos a videocasts. Embora seja fácil crer que os produtores sabem a qual público se destina sua produção, não custa dar uma forcinha pra quem está começando a produzir conteúdo e ainda não atinou que: Entender a classificação pode ajudar na produção. Você não precisa classificar seu produto, mas pode entender mais claramente a quem ele se destina.

Ao elaborar uma narrativa seja em quadrinhos, seja um livro, seja um game ou outro meio qualquer, o autor é livre para explorar todos e quaisquer temas, gêneros e assuntos. Entretanto é necessário a percepção de qual público se destina sua obra. Isso também é válido para produtores de conteúdo para web como videocasts, podcasts, etc. É fato de conhecimento público que a cognição e o aprendizado infantil diferem substancialmente dos adolescentes e adultos, daí a compreensão de que certos temas e abordagens possuem intrinsecamente públicos específicos.

Um sistema classificatório foi desenvolvido pelo Ministério da Justiça com intuito de direcionar melhor a obra ao público a que se destina. Esta classificação é indicada para televisão, mercado de cinema e vídeo, jogos eletrônicos e jogos de interpretação – RPG, entretanto pode ser de utilidade para outras áreas e mídias não listadas.

Aos que interpretem esse sistema como censura, é bom lembrar que trata-se de uma classificação de conteúdos visando adequação de público, ou seja não é um impedimento de veiculação, mas um indicador de direcionamento desta veiculação.

O Guia prático da classificação indicativa (disponível no site do Ministério da Justiça) pode ser usado pelos próprios autores para uma auto classificação de sua obra em projetos culturais, editais, etc. Obviamente deveria ser também utilizado por avaliadores de projetos culturais e editais para classificar os trabalhos que avaliam. Ele ajuda a perceber que elementos estão contidos nos trabalhos e a que faixas etárias melhor se destinam.


A título de exemplo, uma classificação Livre permite a chamada Violência fantasiosa, como nos desenhos animados em que os personagens se deformam, são amassados por bigornas ou martelos gigantes e logo em seguida retornam ao estado normal; A presença de armas sem violência, sangue, fraturas expostas é permitida; Mortes sem violência ou lesões. Por exemplo: um corpo inerte é encontrado por um detetive numa cena após o crime. Para maiores detalhes o Guia pode ser baixado gratuitamente no site do Ministério da Justiça. (Link abaixo da matéria).

Enquanto as mídias relacionadas a cultura, educação e entretenimento se tornam áreas mais rentáveis e abrem espaço para novas atividades, o profissionalismo dos produtores faz-se cada vez mais necessário exigindo-lhes mais conhecimento sobre o mercado que os cerca e sobre a elaboração e veiculação de suas produções, sejam animações, games, rpgs ou quadrinhos.


Mais:
Guia de Classificação 
Guia Pático da Classificação Indicativa
Ministério da Justiça Página Consulta, Procedimentos e Regulamentação



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