quarta-feira, 20 de julho de 2016

POWERGIRLS: Elas adoram a Mulher-Maravilha! (por Ricardo Quartim)















Nem todo nerd é homem, nem toda mulher nerd é feia. 

Durante décadas os quadrinhos e tudo relativo a cultura pop como cinema, séries de TV, animações, games, RPGs, dentre outras coisas era taxado não apenas de subcultura como também exclusivamente do universo masculino. O preconceito ainda ia além quando os indivíduos que gostavam disso eram considerados esquisitos, desajustados da sociedade, debilóides, medíocres e infantis. 

No entanto os anos foram provando o contrário e mostrando que o nerd, antigamente considerado uma ofensa, hoje é muitas vezes o profissional bem-sucedido e sinônimo de pessoa com QI acima da média e cultura eclética. Mark Zuckerberg, Bill Gates, Steve Jobs, Steven Spielberg, George Lucas até mesmo o presidente dos Estados Unidos Barack Obama bem como muitos outros nas mais variadas profissões e locais do planeta são nerds.  A lista é extensa! Além do que o nerd agora parece estar na moda!
Ei! Mas nem todos esse aí citados curtem quadrinhos! Por isso existem várias tribos de nerds e geeks que curtem também tecnologia, informática, literatura etc. É claro que existem muitos malucos sem noção nesse meio, e muitos chatos também que nem mesmo nerds legítimos são. Mas não estamos aqui para falar deles, nem mesmo para fazer um estudo minucioso sobre o nerd e suas diversas facetas. O objetivo dessa matéria é quebrar o tabu que apesar de toda essa mudança de status quo dos nerds e geeks, passando de termo pejorativo a elogio, ainda continua com a falsa ideia de que eles são predominantemente masculinos. E que caso haja uma mulher nesse meio (o que afirmam ser raro) ela certamente teria baixa inteligência, seria feia, esquisita e pouco ou nada feminina.
Após ler todos os depoimentos abaixo e conhecer suas autoras bem como suas qualificações e talentos profissionais, além de serem todas mulheres belíssimas e inteligentes, você verá que essa ideia equivocada mencionada acima vai por água abaixo. Essas garotas não só curtem quadrinhos e super-heróis como ainda espelham suas vidas nos exemplos destes seres mitológicos modernos. E muitas delas até trabalham na área de desenhos, são escritoras ou atuam como cosplayers. Como diz a própria Débora Caritá, uma das que prestam o depoimento abaixo: “Eu acho que quadrinhos é apaixonante para qualquer pessoa que tenha cérebro...”

E como a pauta desta vez é delas, nada mais lógico do que escolher como tema a maior das super-heroínas das HQs: A Mulher Maravilha. As declarações dessas mulheres mostram a força feminina e como a Mulher Maravilha inspira isso, mesmo para aquelas que não acompanham os gibis desta personagem. 

Todas são leitoras de quadrinhos, seja HQs, mangás. E apesar de serem mulheres, não possuem essa neura de que uma super-heroína não pode ser sexy e usar uniformes provocantes. Isso nota-se até mesmo pelo trabalho de algumas. São todas mulheres lindas, inteligentes e assumidas que sabem que o valor de uma mulher está em suas atitudes independente de sua aparência. (Os depoimentos a seguir estão em ordem alfabética)

BÁRBARA ELLEN
Mesmo não tendo lido HQs da Mulher Maravilha ela é um ícone e uma referência até para quem não curte quadrinhos. Quando dizemos Mulher Maravilha sempre vem uma ideia em nossa mente. O mesmo que ocorre com o Superman. Qual ideia vem em sua mente? Como você a enxerga? Seria até legal uma pessoa que apesar de curtir quadrinhos não ler a MM, pois mostraria como ela atinge a mente das pessoas!
Bárbara Ellen: "Técnica em Enfermagem, curte mangás e é desenhista nas horas vagas"
 

DÉBORA CARITÁ
“Não é clichê dizer que a Mulher-Maravilha é uma heroína especial dentre as demais. Acredito que ela deva ser mais compreendida do que vista, ou seja, mais entendida como uma personagem que tem uma mensagem a respeito de ética do que uma beldade superforte – assim como o Superman.
Porém, a grande maioria das mulheres não-geeks – acreditem em mim! – confunde a MM com mais uma superpoderosa com pouca roupa - e com razão, talvez! Na obra de Alex Ross e Paul Dini, este conflito que, sem querer, a MM cria com ela mesma e com outras mulheres, aparece na genial Graphic Novel Mulher-Maravilha – O Espirito da Verdade . Na história, a MM é mostrada pedindo ajuda ao seu amigo Superman por não entender a reação negativa das pessoas a ela - afinal, como alguém tão virtuosa e cheia de boas intenções pode ser tratada com tanta desconfiança? - ela se perguntava.
A resposta vem do Kriptoniano, que diz que sua aparência, força e enorme beleza podia surtir o efeito contrário, de afastar as pessoas que ela tanto queria ajudar. No final da história, vemos MM como uma mulher vestida discretamente no meio da multidão, mas com uma enorme força moral que fica óbvia no seu olhar, por baixo de seus óculos de sol. 
Esta é a Mulher-Maravilha que todos (ou todas!) devem mais compreender do que ver.
Resumindo: “ Coitada da moça, ela REALMENTE só quer ajudar a humanidade! Vamos parar de prestar atenção somente no corpo dela?  kkkkkk”
Débora Caritá: Formada em Letras mas sua vocação mais predominante foi o desenho e a ilustração. Já fez trabalhos como colorista para editoras como a Marvel (Hulk, X-23) e Dynamite onde trabalhou sob a direção de Alex Ross na série Superpowers. Atuou durante dois anos como desenhista na revista mensal Dejah Thoris (Dynamite). Atualmente faz ilustrações publicitarias para animatics, desenhos de projetos de HQs, faz estudos de modelagem 3D.
Para conhecer o seu trabalho acesse:
Para contatar Débora acesse seu Facebook: Débora Caritá Facebook


HELENA LOPES
"Impossível falar de Mulher Maravilha e não associar sua imagem com poder feminino. Hoje ela é caracterizada e vivida de uma forma tão poderosa e que sobressai o que por tanto tempo foi o seu emprego: De um estereótipo sexual para um comércio quase que exclusivamente masculino. Como mulher e amante de quadrinhos sempre tive um amor profundo pelas personagens femininas. Seja Tomb Raider, Mulher Gato ou a semideusa Diana. E acho que além do entretenimento, a Mulher Maravilha deu uma nova perspectiva do que as mulheres nos quadrinhos (e fora deles) são capazes de fazer. E a prova disso é a evolução dos novos heróis de hoje que estão sendo trocados por versões femininas. Além de uma mitologia incrível e um background único como amazona, Diana exerce um poderio imenso de inteligência, valentia e beleza. E não é sem mais que a primeira e sem igual aparição dela no cinema causou tanto alvoroço. "
Helena Lopes: Escritora autora de três romances, formada em Marketing, cursando Arquitetura e Urbanismo, ex-youtuber e nerd “multifuncional”. Durante a noite costuma ser vista no alto dos prédios perseguindo um certo Homem Morcego vestida de Mulher Gato. Helenalopesh.blogspot.com.br

JAQUELINE ABRÃO (JACK ABRÃO)
Sempre vi a princesa Diana ou Wonder Woman como um símbolo do orgulho feminino, creio que é uma das mulheres mais marcantes da história dos quadrinhos, filha da rainha das Amazonas é um ser muito nobre e que sempre me fascinou não somente pelo seu senso de justiça como também por seus superpoderes como força sobre-humana, sentidos aprimorados e supervelocidade, sem contar aquele laço invisível e beleza, sem dúvidas devemos muito respeito a ela.
Jaqueline Abrão: 26 anos, Pedagoga,Maquiadora Profissional, Cosplay, Youtuber no canal Jcatchannel e Proprietária da empresa Its'ME - Moda Geek.

KALOY COSTA
O que falar da Mulher Maravilha que sem dúvida é o maior ícone feminino das histórias em quadrinhos. Uma mulher forte, valente, bondosa, persistente e acima de tudo fascinante. Sempre está disposta a lutar e nos ensina que não precisamos de salvadores e nem nos fazer de vítima, porque somos e sempre vamos ser capazes de chegar onde queremos com nossa força de vontade. Aprendi a buscar meus sonhos e espaço, correr atrás das minhas conquistas, enfrentar dificuldades e nunca desistir. Aprendi que mereço reconhecimento e respeito.
"Kaloy Costa é desenhista na empresa Ed Benes Studio, nerd, cosplay, não perde um episódio de Game of Thrones e nas horas vagas tenta salvar o mundo" 
Kaloy Costa no Deviantart

          
LAVÍNIA UNDERBOUGTH
Lembro-me do meu primeiro contato com a Mulher Maravilha, foi no início de 2004 numa edição da Liga da Justiça que me parecia ser uma edição especial de fim de ano, com uma história um tanto quanto macabra do Papai Noel, e o que me marcou não foi nem aquele Papai Noel malvado, mas sim, uma personagem feminina totalmente diferente das que eu era acostumada em contos da Disney e também em revistinhas do Conan, a Mulher Maravilha. Isso foi bem marcante para mim e creio que para outras pessoas também, porque em quadrinhos que eu lia só existiam 3 tipos de personagens femininas, as donzelas em perigo, as princesas e as bruxas/feiticeiras, e de repente eu conheci uma heroína forte, independente e uma ameaça real contra o mal, a Mulher Maravilha em momento nenhum era ofuscada por outros heróis com outros poderes da Liga. Depois de muitos anos acompanhando os quadrinhos e vendo que aos poucos a Mulher Maravilha vem se popularizando cada vez mais, e outras heroínas também, ver a força daquela heroína retratada no cinema com a mesma força e independência daquela que eu lia nos quadrinhos foi uma MA-RA-VI-LHA, em momento nenhum nos cinemas ela ficou ofuscada muito pelo contrário talvez até tenha roubado a cena em vários momentos. A única coisa que não me agradava era que nos quadrinhos quem desenhava a Mulher Maravilha geralmente não era uma mulher, e eu como desenhista achava que a DC deveria representar a presença feminina por completo e seu artista fosse um reflexo do seu personagem, porque quem melhor para contar uma história de uma super mulher do que uma super desenhista? E 2016 veio pra me fazer amar mais ainda a DC, além da incrível aparição da Mulher Maravilha nos cinemas, no Rebirth da DC (marco que zera as edições dos Novos 52 e data uma nova etapa, e uma reformulação nas histórias) foram anunciadas várias desenhistas e roteiristas para criarem historias das nossas heroínas, Claire Roe, Julie Benson e Shawna Benson – Batgirl & Birds of Prey, Emanuela Lupacchino Super Woman, Amanda Conner – Harley Quinn, E quem desenhará as edições da nossa querida Mulher Maravilha, é uma maravilha de desenhista Nicola Scott, vale muita a pena conferir os desenhos dela. Quero concluir com uma observação que quem acompanhar as histórias da Mulher Maravilha ao longo das trocas de roteirista vai perceber, que cada roteirista se inspirou em uma mulher diferente para poder retrata-la e tem um pouco de cada uma de nós nela. 
Minibiografia- Estudante de Design na UFCA, trabalho como desenhista freelancer e concept artist, e também dá aula de concept art e princípios básicos do Design na escola Diocesano Pe. Anchieta.





LÉIA OLLIVER
"O que falar dessa personagem que é considerada a maior heroína dos quadrinhos? Bom, sempre tive fascínio pela Mulher Maravilha, mas minha paixão só cresceu ainda mais há alguns poucos anos, assim como meu interesse por quadrinhos de super-heróis.  
É a personagem que mais admiro e, claro, a que mais uso como referência em meus trabalhos (quem me conhece e acompanha meu trabalho sabe muito bem disso), tanto que, de vez em quando, me aparecem comentários do tipo: " Nossa! Mulher Maravilha de novo???"   Sim! De novo...! E se reclamar, vai ter muito mais! (risos) " 
Léia Oliver é desenhista profissional mas sempre tem de dar esclarecimentos provando que jamais utilizou um bat-uniforme e não atende pelo nome de Bárbara Gordon
Léia Olliver no Deviantart
Léia Olliver no Facebook 



PAMELA HELLEN
Aproximadamente com 15 anos estava eu em uma banca de jornal olhando inúmeros HQs e Mangás com os olhos brilhando de tanta arte encantadora. Depois de minutos bem longos sai de lá com sorriso enorme e as mãos cheias daquilo que na época chamava de gibi. Infelizmente não tive ninguém que pode me influenciar, tudo que sei hoje descobrir depois de muitas pesquisas. Aos 22 anos depois de escutar vários “isso é só uma fase”, ainda tenho o mesmo encanto quando vejo meus heróis favoritos no cinema. E ao ver a Mulher Maravilha nas telinhas, aquela que me inspirou de tantas formas foi como subir de nível na minha vida. Hoje não é difícil de encontrar garotas que amam esse mundo, elas estão por aí disfarçadas de advogadas, publicitárias, engenheiras e de várias outras formas, algumas com mais evidencias do que outras!
Pamela Hellen, 22 anos. Estudante de Publicidade e nas horas vagas saiu por ai salvando o mundo como ajudar uma velhinha a atravessar a rua...

TÂMARA LOPES
Em minha infância eu não tinha contato com quadrinhos a não ser que fossem da Turma da Mônica, portanto, a primeira vez em que vi a Mulher-Maravilha foi na série animada da Liga da Justiça. De início já gostei da personagem, pois ela era bonita e eu desejava ser como ela. Com o passar do tempo e com um contato maior nesse mundo da cultura pop fui percebendo que a personagem é muito mais que um rostinho bonito.
 O que acho mais "fofo" nessa personagem é que ela é a personificação da visão que William Moulton Marston tinha das mulheres. A Diana é bonita, inteligente, elegante, forte, lutadora, astuta e boa o suficiente para chegar a fazer parte da trindade da DC, além de quebrar padrões e preconceitos sociais impostos as mulheres que muitas das vezes não são aplicados em prática, como o ditado de que beleza e inteligência não combinam. 
Como mulher, adoro a imagem e conceitos que a Mulher-Maravilha transfere, e no mundo dos quadrinhos onde o domínio sempre foi masculino, eu me sinto muito bem representada por esse grande ícone feminista da cultura pop. 
Tâmara Lopes 22 anos formada em Artes Visuais e estudante de escultura.
Ilustradora / Concept artist 
Behance.net/Tammyart


VERÔNICA ÉRICA BERGAMIN 
A Mulher Maravilha representa para mim coragem, força, determinação, justiça e lealdade. Além de ser uma heroína excepcional e grande guerreira ela eleva ainda mais a figura feminina, mostrando que nós mulheres não somos só sexo frágil. E ainda tem como grandes amigos o Batman e o Superman, faz parte da Liga da Justiça, salva o mundo por décadas e forma o trio mais famoso dos quadrinhos. 
Verônica Érica Bergamin: É Técnica em Nutrição, adora ler e não perde um filme de super-heróis.  É fã do Batman e do Justiceiro porque gosta de heróis violentos mas chorou quando leu A Morte do Superman.




http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/04/porque-mulher-maravilha-e-tao-legal-por.html




https://osantuario.com/2013/06/25/a-estonteante-mulher-estupenda-a-era-de-ouro-dos-quadrinhos-nacionais/



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