sábado, 27 de fevereiro de 2016

Os OVNIS estão sobre nós!


Que eles estão povoando os livros, filmes, séries de tv, animação e quadrinhos todos nós já sabemos. Que eles são um elemento forte na cultura popular do mundo todo, inclusive relacionados com fatos históricos (verídicos ou não) nós também sabemos. Então nada mais justo do que levantar algumas considerações traçando um pequeno paralelo entre a mitologia e a realidade dos fatos, embora a própria realidade seja uma caixinha de surpresas e todos tenhamos, até aqui, dado o melhor de si para chegar a um bom resultado.

1) Em primeiro lugar: UFOLOGIA NÃO É FICÇÃO CIENTÍFICA! Ufologia ,  termo derivado de UFO - Unidentified Flying Object, é o termo aplicado à disciplina que investiga Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). Note, se você vê algo pairando no céu e não consegue saber sua procedência, trata-se, para você, de uma "coisa voando que eu não sei o que é", ou seja: um Objeto Voador Não Identificado. O grande equívoco do uso dos termos Ufo e Ovni deriva de que muita gente chama naves alienígenas de UFO e OVNI. Ora! Se o observador já entende que o objeto trata-se de uma nave extra-terrena, tal objeto NÃO é mais um "Objeto Não Identificado".  Próximo equívoco: achar que tudo que está no céu e não é identificado pelo observador É uma nave extraterrestre. Balões meteorológicos, aviões experimentais, helicópteros, satélites, fenômenos ópticos diversos, defeitos ou manchas no equipamento de observação (inclusive nos olhos do observador) podem ser facilmente chamados de OVNIs. Hierarquicamente : Nave Extraterrestre é a última (e menos crível) classificação para definir um OVNI. Menos crível porque requer uma quantidade de provas e fatos observáveis que comprovem esta designação. Não é objetivo deste texto desqualificar a observação de naves, mas explorar um pouco o assunto e instigar sua própria investigação sobre o tema. Então encerrando o primeiro tópico: Ufologia não é Ficção Científica (embora seja uma rica fonte de influencia) porque a Ficção Científica pertence ao campo da literatura imaginativa, enquanto a Ufologia pertence ao campo da investigação de fenômenos.

2) Nosso segundo tópico: Os Ovnis estão entre nós? Resposta: SIM! Todas as vezes que, olhando para o céu, vemos algo que não conseguimos definir, podemos, na nossa concepção designar de Ovni. Entretanto, como já vimos, devemos investigar um pouco mais antes de afirmar tratar-se de uma nave.

3) Existe uma relação entre o sobrenatural e os Ovnis? Sim! Nós,
os seres humanos, estabelecemos esta relação. Isto é útil para uma investigação fenomenológica? Não. O tema é apaixonante, instiga nossa imaginação, atiça nosso desejo de não estarmos sozinhos no universo, e se ele é infinito, seria um desperdício ser ocupado apenas pelos habitantes deste nosso planetinha azul. Esse nosso desejo de querer tocar o intangível, de querer olhar o cerne dos mistérios universais, essa nossa sanha de crer nesta grande complexidade, de querer enxergar o mínimo que seja dentro de um grande enigma cósmico, move alguns a investigá-lo e, a outros, fragiliza pois esta crença e esta vontade de crer é o combustível perfeito para a exploração dos charlatões e dos sensacionalistas.

E não é fácil desmascarar o charlatanismo nestes tempos onde a riqueza de informações está aí ao alcance de todos, cheia de releituras e reinterpretações que podem fundamentar qualquer crença: desde os que acreditam que o homem não pisou na lua aos que dizem que a terra é plana: Todos apresentam provas incontestes.

A exploração comercial da credulidade não é uma prática nova. Livros apresentando argumentos e especulações intermeadas de fatos históricos e factoides são fascinantes e atrativos. Existem editores focados neste mercado há bastante tempo, e o livro, em si, é uma plataforma nobre dotada de uma respeitabilidade inerente, por isso muita gente se deixa levar pelo simples argumento de que "tal fato foi publicado no livro tal da editora tal". Livros também mentem, livros também são passíveis de veicular inverdades: livros são veículo para qualquer tipo de discurso ou conteúdo.

4) O Governo sabe a verdade? De acordo com os defensores da Teoria  da Conspiração não há dúvidas quanto a isto. De modo mais sóbrio, entretanto, é possível afirmar o seguinte: Os Governos (de diversos países) possuem grande quantidade de informações de diversas ordens  que não estão acessíveis aos cidadãos. Alguns governos não conseguem manter segredo da própria corrupção, guardar informações sobre OVNIS neste tipo de cenário mostra-se ainda mais complicado. No Brasil se houvesse alguma prova objetiva de contato extraterrestre isto já teria sido usado como cortina de fumaça para abafar alguns desses diversos escândalos de corrupção aos quais, como brasileiros, estamos tão acostumados.








5) A Verdade está lá fora? Sim. A verdade está no espaço, mas depende de equipamentos de observação refinadíssimos e de métodos de avaliação extremamente criteriosos e financiamentos paquidérmicos, mesmo assim é bom salientar que a verdade sempre foi editada pelos detentores do poder. A verdade dos fortes é sempre mais poderosa que a verdade dos mais fracos, mas não nos custa desconfiar.

Considerações sobre vida extra terrestre feitas por um dos mais respeitados cientistas do nosso tempo, o fã de Jornada nas Estrelas, Stephen Hawking"A Terra surgiu há 4,6 bilhões de anos e era provavelmente quente demais durante aproximadamente o primeiro bilhão de anos. Então a vida apareceu na Terra dentro do meio bilhão de anos em que era possível, o que é um tempo muito curto comparado aos dez bilhões de anos de tempo de vida de um planeta do mesmo tipo que a Terra. Isso sugere que a probabilidade de aparecimento de vida é razoavelmente alta. (...) No entanto, nós ainda não fomos visitados por alienígenas. Eu estou descartando os relatos de OVNIs. Por que eles apareceriam apenas para loucos e esquisitos?" Este depoimento é de 2008 e o link para o vídeo completo está abaixo da matéria. O cientista leva em conta as tentativas de captação de sinais de rádio e transmissões semelhantes para deduzir que no raio de alcance desses medidores não existem transmissões que indiquem uma civilização em nossa galáxia em estágio de evolução semelhante ao nosso. Em um depoimento ao Discovery Channel: "A vida biológica seguramente existe em muitas partes do Universo. Além da superfície planetária, poderia se encontrar nos núcleos de estrelas e nos espaços cósmicos em forma de nuvens de microorganismos".



Em outra oportunidade Stephen Hawking declarou: “Podemos não saber muito sobre extraterrestres, mas sabemos sobre os humanos. O contato entre os humanos e outras criaturas menos inteligentes tem sido desastroso e os encontros entre sociedades avançadas e primitivas tem sido péssimo para os menos avançados”. Em oposição ao pessimismo de Stephen Hawking , Ann Druan, Diretora Executiva da Cosmos Studies e consultora da NASA declarou:" “Podemos chegar a um período no nosso futuro onde superamos a nossa bagagem evolutiva e evoluímos para nos tornarmos menos violentos e míopes. A minha esperança é que as culturas extraterrestres não sejam só tecnologicamente mais avançadas, como também mais conscientes da raridade e da preciosidade da vida no cosmos”.

Concorda? Discorda? Muito pelo contrário? Amplie o debate, deixe links e informações adicionais nos comentários. O Laboratório Espacial agradece sua participação.

MAIS:

http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2013/04/ufos-hqs.html
Eric Von Daniken, Deuses Astronautas: A farsa:

Neil Degrasse Tyson: Vida no Universo

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Tiras: Tamanhos e proporções!



Uma Tira é uma História em Quadrinhos curta. Embora possua um caráter "simplificador" esta conceituação lança alguma luz sobre os laços que unem as tiras e as histórias em quadrinhos. Por seu caráter objetivo e pela velocidade de leitura, a tira é de fácil assimilação para diversos públicos, tendo nascido nos jornais e migrado ao longo dos anos para livros, revistas, álbuns, posteres, material didático e publicitário. As tiras de humor que veiculam piadas curtas são as preferidas no gosto popular, mesmo que possam explorar qualquer gênero.




Uma dúvida comum que surge no início do trato com criação de tiras é: "Que tamanho devo desenhar minha Tira?". Bem, vamos lá. O tamanho mais tradicional é o 9cm de altura por 29cm de largura. Há variações que podem surgir dependendo do cliente, dependendo do veículo ou do suporte que receberá a tira. É importante analisar esses fatores antes de iniciar a produção porque a variação de tamanhos e proporções podem impedir sua publicação ou - no mínimo - gerar retrabalho.



É sempre bom lembrar que a padronização dos tamanhos e formatos funcionam para organizar visualmente sua produção e seu portfólio, além disso ajudam a trabalhar melhor em projetos já estabelecidos (no caso das produções de linha como Turma da Mônica, Turma do Xaxado etc). Aqui deixamos algumas dicas de tamanho levando em conta a proporção para o desenho em A4. As tiras destes e de outros personagens, bem como outros formatos e tamanhos você encontrará nos links ao final desta postagem.

LINKS:
Cartoons & Comics Syndicates
Go Comics Syndicate
Syndicated Comic Strips
Creators Syndicate
Kingfeatures Syndicate
Turma do Xaxado
CENTRAL DAS TIRAS
Blog do GUABIRAS
Tiras no ARMAGEM
Como são as Tiras no Japão?

EM DESTAQUE: 

Sobre Tiras (Dica de Produção)

 

https://www.tutoriart.com.br/download-fontes-gratis-para-baloes-de-dialogo-em-quadrinhos-comics/ 

 

 http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/02/sobre-tiras.htmlhttp://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2017/05/dicas-para-montar-e-apresentar-um.html 

 

 


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

FANZINE: A Democratização dos conteúdos !




O Fanzine, cujo termo tem origem na união das palavras Fanatic + Magazine consiste numa publicação sem fins lucrativos que tem por objetivo divulgar ou difundir determinado assunto.  Ao pé da letra, a Democracia seria o governo do povo, mas compreende-se que é um regime onde os valores de todos são respeitados, onde um dos princípios fundamentais é a igualdade.

O mundo das publicações, no ocidente, desde o desenvolvimento da prensa de tipos móveis , de Gutemberg, sempre esteve sujeito a elevados custos  de produção. Deste modo era natural que os conteúdos tivessem a tendência de propagar as ideias, crenças e ideologias de grupos específicos —coisa que ainda acontece nos grandes veículos de comunicação. Centenas de jornais independentes foram varridos para debaixo do tapete da História por posicionar-se contra o poder estabelecido e seus valores.

 Enquanto as tiragens de Jornais e revistas ficam na casa dos milhares, os Fanzines são regidos pela casa das dezenas e centenas. Uma das características do Fanzine é a baixa tiragem. Isso aliado a ausência de fins lucrativos talvez tenha garantido seu caráter alternativo, marginal, periférico.

Os primeiros Fanzines surgiram nos Estados Unidos, no início dos anos de 1930, como forma de intercâmbio entre os leitores de Ficção Científica. Cosmic Stories (1929, Editado por Jerry Siegel— ele mesmo um dos criadores do Super-Homem) e The Comet (1930, Clube de Correspondência Científica) são dessa época. O título "Ficção" (1965, editado por Edson Rontani) é considerado o primeiro Fanzine brasileiro. Como se vê, desde sua gênese os Fanzines andam às voltas com as Histórias em Quadrinhos e com a Ficção Científica.

Nos anos de 1930 se usava o hectógrafo para reproduzir documentos e posteriormente o mimeógrafo, que até meados dos anos de 1970 também era usado para esta finalidade. O mimeografo era muito comum nas escolas para reproduzir provas e Trabalhos Didáticos. Esses equipamentos rústicos de impressão foram utilizados para imprimir os primeiros Fanzines que se tem conhecimento. Com a popularização das fotocopiadoras (xerox) a produção de Fanzines teve um vasto crescimento, em parte devido ao movimento Punk e o a ideologia do "Faça você Mesmo".  As temáticas também se multiplicaram ao infinito. Surgiram Fanzines sobre Rock, Terror, Filmes, Poesia, Sexo, Drogas, Escatologia, Teorias da Conspiração e por aí vai. As temáticas eram e são infinitas, pois quem decide o que publicar é o Faneditor (Editor do Fanzine). Eis aqui mais algumas características importantes do Fanzine: a pluralidade de temas e sua independência editorial, já que o editor não precisa se sujeitar a normas ou regras impostos por nenhum grupo econômico ou financeiro. O que é publicado no Fanzine é responsabilidade de seu publicador (ou de seu grupo de publicadores).















A distribuição, troca ou venda destas publicações ganha força em eventos e shows. Por meio dos correios as edições acabam chegando aos locais mais improváveis e com o apoio da Internet o Fanzine pode atingir qualquer lugar. Alguns fanzines hoje em dia são distribuídos em formato digital, com a possibilidade do leitor imprimir se assim desejar. Os Blogs e sua simplicidade de edição e publicação possuem o exato espírito de "faça você mesmo" presente nos zines. Publicações impressas mais audaciosas e de maior custo podem conseguir financiamento via crowdfunding (financiamento coletivo online).  Mas qualquer que seja a plataforma usada para a produção de um Fanzine, uma Linha Editorial é imprescindível. Ou seja: Ter um tema específico para abordar e deixar o público ciente disto de maneira clara.

Um Fanzine pode ser usado para:
-Trabalhar a noção de grupo e trabalho de equipe;
-Divulgar um assunto específico ou vários;
-Transmitir conteúdos Educativos, Institucionais ou Instruções;
-Trabalhar a comunicação escrita;
-Estimular o intercâmbio, a troca de informações e a criação de contatos e amizades;
-Manifestar uma expressão artística;
-Entreter e divertir;
-Exaltar um personagem ou personalidade.

Por isso, um Fanzine (tradicional ou eletrônico—assim como um blog) pode ser tão útil ou tão inútil quanto deseje seu editor. 

http://manicomicsblog.blogspot.com.br/2016/02/mcs-extras-kario-por-jean-okada.html
MAIS:

VÍDEOS:








quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

DQN 2016 em Limoeiro no Norte - COMO FOI ?!


Limoeiro do Norte é conhecida pelos inúmeros desenhistas trabalhando para o mercado norte-americano. Superman, Justice League, Lady Death, Red Sonja são personagens conhecidos por lá. Tão ou mais populares que o Capitão Rapadura (criação do cartunista Mino) que retrata a cultura brasileira. Mas a afinidade com os personagens norte-americanos não os impede de celebrar os artistas brasileiros, questionar o papel do desenhista na cadeia de produção, divulgar, difundir e realizar produções com a cara do Brasil, a exemplo da Lenda de Uru (criação do desenhista/escritor Alex Lei, também autor do livro de fantasia As Filhas de Iris).


Capitaneada pelo vencedor do Angelo Agostini de Melhor Desenhista de 2015, Amorim, e contando com o apoio do Velame Estúdio, o Dia do Quadrinho Nacional em Limoeiro confirma a maneira democrática do brasileiro de celebrar sua cultura sem fechar portas a outras. Prova disso foi a presença dos cosplays de personagens norte-americanos, e a presença do som e maneios de caráter universal/regional do Hip-Hop. Com espaço para diversas atividades como Oficinas de animação, Seções de treino de espada(swordplay), arqueria (com a Equipe de Esportes Silver Soul) e apresentações de dança, uma banca especial com quadrinhos brasileiros rechearam  a comemoração.





As oficinas precisaram ser adaptadas para palestras pois as salas reservadas para as Oficinas não comportariam todo o público. Daniel Brandão falou sobre construção e narrativa nos Quadrinhos , JJ Marreiro falou sobre Publicações Independentes, Ron Adrian falou sobre liberdade criativa na Arte Sequencial e Talvanes Moura ministrou uma oficina de animação. A presença de Ed Bennes, famoso entre fãs de Marvel-DC, trocando idéias e apreciando a produção nacional deu um brilho adicional ao evento. André Pinheiro, Robério Leandro (Rob Lean), Walter Geovani, Lavinia Underbougth também estiveram no evento, prestigiando-o ou envolvidos na organização.





Ao final do dia, o saldo não poderia ter sido melhor. O Dia do Quadrinho Nacional, este espaço voltado para os produtores brasileiros, mas aberto a influencias criativas e interações diversas solidifica-se como uma atração para públicos de todas as idades. 2016 começou bem para os artistas de Limoeiro do Norte.